Primeiros sintomas da catarata: saiba como proteger a visão

Visão embaçada, sensibilidade à luz e dificuldade para dirigir podem ser os primeiros sintomas da catarata. Continue a leitura e conheça os sinais mais comuns no começo do quadro, quando investigar e entenda quando buscar ajuda para si ou um familiar querido.
Dr. Rodolpho Matsumoto (CRM 45009 | RQE 27590)

Dr. Rodolpho Matsumoto

Primeiros sintomas da catarata: saiba como proteger a visão

A catarata é uma das principais causas de perda visual no mundo, atingindo cerca de 47% das pessoas com idade entre 65 e 75 anos, mas também é uma das condições oculares com maior potencial de tratamento quando diagnosticada no momento adequado. Por isso, identificar os primeiros sintomas da catarata é crucial para preservar a qualidade visual.

E, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acompanhamento profissional com check-ups é determinante para o diagnóstico correto e direcionamento ágil para o plano de tratamento.

Isso porque a catarata nos olhos não provoca uma perda repentina da visão, principalmente quando em estágio inicial. 

Em grande parte dos casos, ela evolui lentamente, fazendo com que os sinais ocorram de forma discreta e progressiva. Isso faz com que muitos pacientes atribuam as mudanças na visão apenas ao envelhecimento natural ou à necessidade de trocar os óculos, comprometendo o diagnóstico e a visão.

Para te ajudar a reconhecer os primeiros sinais da catarata e o momento de buscar auxílio, seja para você ou um familiar, neste artigo, o Dr. Rodolpho Matsumoto (CRM-PR 45009 | RQE 27590), médico oftalmologista que atua diretamente com catarata e é especialista em retina, explica os sintomas para se atentar. Confira!

O que é a catarata?

A catarata é uma condição caracterizada pela perda gradual da transparência do cristalino, uma lente natural localizada dentro do olho que tem a função de focalizar a luz na retina para formar imagens nítidas.

Com o passar dos anos, as proteínas presentes no cristalino sofrem alterações, tornando essa estrutura progressivamente opaca. Como consequência, a luz deixa de atravessar o olho da maneira adequada e a visão começa a perder definição, explicando como começa a catarata.

Importante ressaltar que, embora seja mais comum após os 60 anos, a catarata também pode surgir em pessoas mais jovens devido a fatores como:

  • diabetes;
  • uso prolongado de corticoides;
  • traumas oculares;
  • doenças inflamatórias;
  • exposição intensa à radiação ultravioleta;
  • predisposição genética.

Mas, seja qual for a causa, a evolução costuma ser gradual e merece atenção dedicada de um médico oftalmologista para diagnóstico e acompanhamento. 

Como começa a catarata?

O início da catarata raramente provoca dor ou desconforto ocular. O problema acontece porque o cristalino vai perdendo a transparência aos poucos. Durante esse processo, o cérebro consegue compensar parcialmente as alterações visuais, como a visão turva, o que faz com que muitas pessoas demorem para perceber que existe um problema.

Por conta disso, em consultório, é comum ouvirmos relatos semelhantes a “achei que meus óculos estavam fracos”.

Mas, na verdade, essas pequenas mudanças podem representar o estágio inicial da catarata, demandando atenção especial. 

Quais são os primeiros sintomas da catarata?

Embora os primeiros sintomas de catarata nos olhos variem de acordo com o tipo e a velocidade de progressão, alguns sinais aparecem com bastante frequência. Confira!

Visão embaçada de forma progressiva

A visão embaçada ou turva costuma ser o sintoma mais característico do início de catarata nos olhos. A sensação é semelhante a enxergar através de um vidro embaçado ou de uma película fina sobre os olhos.

Inicialmente, o desconforto pode ocorrer apenas em algumas situações, mas tende a se tornar constante conforme a doença evolui.

Aumento da sensibilidade à luz

Ao abordar sobre como começa a catarata nos olhos é comum que os pacientes relatem que as luzes fortes passam a causar mais incômodo.

Faróis de carros, iluminação intensa e até ambientes muito claros podem gerar desconforto visual e dificultar a visão. Inclusive, esse sintoma costuma ser bastante percebido durante a direção noturna.

Halos ao redor das luzes

Como um dos principais sintomas da catarata senil muitos pacientes começam a notar círculos luminosos em torno de lâmpadas, faróis e postes de iluminação.

Esse fenômeno acontece porque a opacidade do cristalino dispersa a luz antes que ela alcance a retina.

Dificuldade para dirigir à noite

Mesmo pessoas que enxergam relativamente bem durante o dia podem perceber uma queda importante da qualidade visual no período noturno.

Além da redução da nitidez, ocorre maior sensibilidade aos faróis dos veículos, aumentando o desconforto e diminuindo a segurança ao dirigir.

Alterações frequentes no grau dos óculos

Outro sinal bastante comum é a necessidade de trocar os óculos diversas vezes em um curto intervalo.

Como o cristalino vai mudando de estrutura, a refração do olho também sofre alterações. Isso traz a impressão de que o grau nunca está totalmente correto, podendo levar à troca.

Quando isso acontece repetidamente, é importante investigar junto ao oftalmologista especializado em retina para ver se a catarata está começando/evoluindo.

Cores menos vivas

O cristalino opaco funciona como um filtro, reduzindo a passagem da luz. Com isso, as cores podem parecer menos vibrantes e mais amareladas.

Em muitos casos, essa mudança acontece tão lentamente que o paciente só percebe a diferença após o tratamento.

Necessidade de mais iluminação para ler

Ler em ambientes pouco iluminados passa a exigir maior esforço visual.

Algumas pessoas acreditam que esse sintoma faz parte apenas do envelhecimento, mas ele também pode indicar o início da catarata.

Os sintomas aparecem em um ou nos dois olhos?

A catarata pode acometer ambos os olhos, porém nem sempre evolui na mesma velocidade. É comum que um olho apresente alterações mais relevantes enquanto o outro ainda mantém boa qualidade visual.

Essa diferença pode dificultar a percepção do problema, já que o cérebro tende a compensar a visão utilizando o olho menos afetado.

Por esse motivo, consultas oftalmológicas periódicas são essenciais, especialmente após os 40 ou 50 anos.

Quando procurar um oftalmologista?

Para procurar uma avaliação especializada, não é necessário esperar que a visão fique muito comprometida. Assim, sempre que houver alterações persistentes na qualidade visual, vale a pena realizar uma avaliação completa. Procure um oftalmologista ao perceber:

  • visão embaçada sem melhora com os óculos;
  • dificuldade crescente para dirigir à noite;
  • aumento da sensibilidade à luz;
  • halos ao redor das luzes;
  • necessidade frequente de atualizar o grau;
  • redução da nitidez das cores.

Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, mais fácil será acompanhar a evolução da doença e definir o momento ideal para o tratamento da catarata.

Como é feito o diagnóstico da catarata?

O diagnóstico é simples, indolor e realizado durante a consulta oftalmológica. Após conversar sobre os sintomas, o médico especialista realiza exames para catarata que permitem avaliar o cristalino e identificar o grau de opacidade.

Dependendo de cada caso, podem ser realizados exames complementares para avaliar toda a saúde ocular e verificar se existem outras doenças associadas, como glaucoma ou alterações na retina, que também podem interferir na visão e influenciar o planejamento do tratamento.

Existe tratamento para a catarata inicial?

Nos estágios iniciais, quando os sintomas ainda são leves, o oftalmologista pode apenas acompanhar a evolução da catarata por meio de consultas periódicas, indicando medidas de como prevenir catarata nos olhos e sua evolução.

Conforme a opacidade do cristalino aumenta e começa a impactar as atividades, como ler, trabalhar ou dirigir, a cirurgia passa a ser considerada como tratamento mais indicado.

O procedimento consiste na substituição do cristalino opaco por uma lente intraocular artificial, devolvendo a transparência do sistema óptico do olho.

Atualmente, a cirurgia de catarata é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo, com elevado índice de segurança e excelentes resultados quando há indicação adequada e planejamento individualizado.

A importância de não ignorar os primeiros sinais

Muitas pessoas convivem durante anos com sintomas leves acreditando que fazem parte do envelhecimento, o que pode levar a progressão do quadro. No entanto, alterações graduais na visão merecem investigação.

Além da catarata, outros problemas importantes — como glaucoma e doenças da retina — também podem evoluir silenciosamente e comprometer a saúde ocular.

Por isso, manter consultas oftalmológicas regulares é crucial, pois permite identificar essas alterações e preservar a qualidade da visão ao longo da vida.

Palavra do especialista

“É muito comum recebermos pacientes que acreditam que a visão embaçada significa apenas que o grau dos óculos mudou. Na consulta, porém, descobrimos que muitos deles já apresentam os primeiros sintomas da catarata, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento individualizado.

Como a doença evolui lentamente, o cérebro consegue se adaptar às alterações visuais, fazendo com que a perda de qualidade visual passe despercebida por meses ou até anos, prejudicando a identificação e podendo impactar no controle e tratamento do quadro.

Por isso, não recomendamos esperar que a dificuldade para enxergar se torne intensa para procurar um oftalmologista. O diagnóstico especializado e precoce nos permite acompanhar a evolução da catarata de forma individualizada, avaliar se existem outras doenças oculares associadas e indicar o momento mais adequado para o tratamento, preservando a qualidade da visão e a segurança do paciente.

Mais ainda, com o acompanhamento próximo, conseguimos trabalhar a melhor forma de transmitir as informações necessárias para o atendimento, com respeito e clareza em cada etapa”

— Dr. Rodolpho Matsumoto (CRM-PR 45009 | RQE 27590), médico oftalmologista, foi chefe de Residência Médica no Hospital das Clínicas em 2018 e realizou Fellowship em glaucoma pela Universidade de Montreal, no Canadá, em 2019.

Primeiros sintomas da catarata: cuide da visão com olhar humanizado

Perceber alterações na visão pode não significar os primeiros sintomas da catarata. Ainda assim, é um sinal importante de que seus olhos precisam de uma avaliação especializada. Um diagnóstico preciso permite identificar a causa dos sintomas e definir o momento mais adequado para iniciar o tratamento, preservando sua qualidade de vida e sua saúde ocular.

Na Clínica Ikigai, você conta com uma equipe especializada em catarata, glaucoma e doenças da retina, aliando tecnologia diagnóstica, atendimento humanizado e decisões baseadas em evidências científicas. 

Entre em contato para agendar sua consulta ou aproveite para explorar outros conteúdos e esclarecer as principais dúvidas sobre saúde ocular. 

Perguntas frequentes

A catarata causa dor nos olhos?

Não. A catarata normalmente não provoca dor, vermelhidão ou ardência. O principal sintoma é a perda progressiva da qualidade da visão.

Sim. Embora os sinais da catarata sejam mais frequentes com o envelhecimento, ela também pode surgir em pessoas mais jovens devido a diabetes, uso prolongado de corticoides, traumas oculares, doenças inflamatórias ou predisposição genética.

Na maioria dos casos, sim. A evolução costuma ser lenta, mas progressiva, tornando o acompanhamento oftalmológico essencial para definir o momento mais adequado para o tratamento.

Não existe uma forma de impedir completamente seu surgimento, principalmente quando relacionada ao envelhecimento. No entanto, controlar doenças como diabetes, proteger os olhos da radiação ultravioleta com óculos de sol, evitar o tabagismo e realizar consultas oftalmológicas regulares contribuem para a saúde ocular e ajudam no diagnóstico precoce.

A visão embaçada pode ter diversas causas, incluindo erro de refração, doenças da retina, glaucoma e alterações na córnea. Somente uma avaliação oftalmológica completa pode identificar a origem do sintoma e indicar o tratamento mais adequado.

Não. A cirurgia é indicada quando a catarata começa a interferir nas atividades diárias ou quando a opacidade dificulta o acompanhamento e tratamento de outras doenças oculares. A decisão deve ser individualizada, considerando os sintomas, os exames e as necessidades de cada paciente.

Dr. Rodolpho Matsumoto (CRM 45009 | RQE 27590)

Sobre o Autor

O Dr. Rodolpho Matsumoto (CRM-PR 45009 | RQE 27590) atua como oftalmo especialista em glaucoma e catarata, com formação pela USP, fellowship internacional no Canadá e experiência acadêmica como preceptor na formação de novos cirurgiões oftalmológicos.

Leia também

Tratamento do glaucoma

Tratamento do Glaucoma

O que leva uma pessoa a ter glaucoma

O que leva uma pessoa a ter Glaucoma

Recebi a suspeita de Glaucoma: E agora?

Recebi a suspeita de Glaucoma: E agora?

Proteja sua Família do Glaucoma

Proteja sua Família do Glaucoma

Plano de acompanhamento

Plano de Acompanhamento

Sono e Glaucoma

Sono e Glaucoma